16/07/2019

RS é o Estado brasileiro com menor crescimento populacional

A Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão do Rio Grande do Sul (Seplag) divulgou nesta segunda-feira o resultado de um estudo apontando que o Estado tem a menor taxa de crescimento populacional do Brasil, ou seja, a população idosa está aumentando enquanto que a população em idade economicamente ativa (15 a 64) diminui.

Segundo o estudo, as causas deste efeito vão além da baixa natalidade e da maior expectativa de vida dos gaúchos em relação ao cenário nacional - trata-se de um Estado que pode ser considerado "fechado" para as trocas migratórias, já que tem baixos percentuais de emigrantes e, principalmente, de imigrantes, o que resulta na menor taxa líquida migratória fora da região Nordeste do Brasil. 

Dos atuais 11,3 milhões de habitantes, o RS ultrapassaria o número de 12 milhões se todos os gaúchos aqui nascidos, em qualquer época, retornassem ao Estado (isso com todos imigrantes também retornando aos Estados de origem).

O estudo foi coordenado pelo pesquisador Pedro Zuanazzi, do Departamento de Economia e Estatística da Seplag, e apontou também que entre 2010 e 2018 o Rio Grande do Sul foi o Estado que mais perdeu população na Região Sul do Brasil - de 5,6% para 5,4% da população total do Brasil, o que representa 347 mil pessoas a menos.



O pesquisador observou também que o processo de envelhecimento da população gaúcha acompanha os Estados vizinhos, o que reforça a ideia de que este recuo deve ser creditado também às trocas migratórias, pois o Rio Grande do Sul tem um fluxo reduzido nos dois sentidos. “O problema não é o número que sai, pois a emigração não é elevada em relação às outras unidades da federação. Esta reduzida taxa líquida decorre, principalmente, pelo baixo ingresso de pessoas”, destaca Zuanazzi.

Historicamente o RS apresenta déficit migratório, causando, apenas em 2018, diminuição de 0,12% da população. Em Santa Catarina, por exemplo, o processo foi inverso: cresceu 0,41%. Conforme Zuanazzi, “o saldo migratório passa a ter um papel ainda mais relevante uma vez que a maioria dos migrantes é formada por pessoas de 20 a 35 anos, que estão no começo de seus períodos produtivos, contribuindo para o crescimento da região por um longo período”.

Na avaliação do pesquisador, esse fator tem impacto direto não apenas no crescimento do PIB do RS, “mas no longo prazo dificultará ainda mais compromissos obrigatórios, que não reduzem seus valores conjuntamente com a redução populacional, como é o caso da Previdência e da dívida pública”. Haveria a necessidade, segundo ele, de um salto em termos de produtividade por trabalhador para compensar estes reflexos.

  

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